Veneno do Mar



Cabelos negros iguais ao ébano, olhos penetrantes que cegavam  aos homens que a notava , um corpo que alucinava aos viajantes e uma voz tão encantadora que pervertia os mais inocentes.

Era ela que riscava o asfalto com teu salto agulha, que era o mistério desde da calada da noite ao nascer do sol, todos tentavam se aproximar mas eram poucos que conseguiam conquista-lá. Ela fervia como brasa quando dançava e permitia novamente voltar a ser criança.

Usava uma sombra preta que combinava perfeitamente com seus profundos olhos verdes, e tatuagens que cobriam toda a tua pele alva que nem a neve, eram as tuas proteções.


A tua beleza fazia uma orquestra perfeita com a tua loucura, quem já conseguiu a tua companhia, jamais voltou ao mundo real e se perdeu no teu mais belo e não tão doce encanto.


A garota já foi muito magoada, por isso hoje dilacera os mais insanos corações, o tempo era o teu melhor amigo, e ela saia e chegava a hora que queria.


A garota era o drinque forte que esquentava a garganta, o batom escuro que matava os mais doces lábios, o gatilho pronto para matar e morrer.

Ela era a morte, o mais lento veneno, vinha a terra para amar e voltava ao mar para matar.




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